A origem de Tudo

A criação do Universo a partir da narrativa bíblica: "Ciência e Religião" ou "Ciência vs Religião"

 Wellington Brito

Durante séculos se especula em torno da origem do universo. No entanto os resultados obtidos cientificamente são poucos e relativamente confusos. Várias teorias não se sustentam nem mesmo diante das próprias leis da física. Focado nesse dilema pretendo argumentar sobre a necessidade de encontrar a verdade dos fatos.  E para isto fundamentarei alguns princípios básicos que são:

          1.    Deus é o criador do universo
          2.    Deus criou tudo pela expressão de sua vontade através da palavra.
          3.    O processo de criação foi dividido em dias, totalizando 6.

“No princípio criou Deus os céus e a terra “(Gênesis 1.1)

O universo não é obra do acaso pelo simples fato que ele é caótico e ao mesmo tempo perfeito. O caos está onde deveria, e a vida em perfeita região. Qualquer um que fosse capaz de criar tão grande perfeição não merece ter outro título senão o de Deus criador.
A narrativa bíblica de Gênesis explica a criação pela ordenança divina. Palavras de poder que pincelavam as estrelas. A cada som de sua voz um novo estrondo de águas e rochas que se punham em seu devido lugar. O autor não esmiúça em detalhes sobre o discurso da criação nos levando a crer que cada palavra de Deus obrigava os elementos a se fundirem ou se partirem instantaneamente obedecendo exatamente as proporções existentes em seu pensamento até que por fim se consolidassem da maneira como imaginou. Também não se explica em parte alguma da bíblia quanto tempo foi preciso dentro para que Deus terminasse todo projeto da criação, o que nos leva a pensar se Deus seria capaz de produzir todo o universo perfeito em um instante sem nunca antes o projetar? Tão grande projeto não seria algo melindroso demais até para Deus? São ousadas questões, mas o fato é que nada disso foi revelado. O que nos resta a este ponto é sabermos que o filho dele, Jesus disse: “Para o homem isso é impossível; todavia, não para o Senhor. Pois para Deus tudo é possível!”. (Lc 1:37) Ao menos nesse campo não convém divagar além dos textos ou das evidências pois tudo se finda em conjecturas.
Mas prosseguindo em nossa análise, se não houvesse a intervenção divina no aceleramento do processo de afastamento das águas, fixação de planetas em órbitas específicas e etc. E tudo ficasse disposto a um processo natural, a possibilidade estatística da perfeição cósmica seria possível mas pouco provável.
A perfeição como estas proporções matemáticas se aplicam no universo denota design inteligente, um criador. Portanto, esse criador é alguém com capacidade intelectual infinitamente superior ao Homem tendo em vista a vastidão do próprio universo. Apenas a dimensão que nos está visível a olho nu já contém elementos para estudos inimagináveis. Neste plano material e sujeitos a nossa inteligência limitada sempre haverá quem duvide de um criador e até alguns que dedicam sua vida a provar isso. Entretanto, nem o maior cientista do mundo pode deixar de perceber o fato concreto da existência. Existimos, o universo existe e isso é incontestável. Também existe beleza no mundo e nas estrelas celestes que ninguém pode ignorar. Os corpos se alinham em simetria, as plantas expelem o ar que precisamos e nós lhe damos o que necessitam de forma que todo o mundo depende da convivência harmônica entre homem e natureza. A pior ignorância não é saber mas se recusar a ver a verdade dos fatos.
Ignorar os avanços que a ciência fez e ainda fará só servirá para o empobrecimento do caráter intelectual contido nas escrituras. Esse comportamento de rejeição aos fatos comprovados que a religião teve em décadas passadas dificultam o debate e até mesmo uma conciliação entre as duas áreas do conhecimento. A religião não trata apenas de fé mas seu papel principal é a ligação do homem e Deus. E nesse ponto compreendemos que Deus transcende a capacidade intelectual atual e como seus feitos são ações divinas não precisam ser prontamente explicadas por meios limitados de nossa época. Ainda é necessário sabermos que sendo um ser superior ele poderá usar métodos para realização de atos que jamais poderão ser explicados até mesmo pela ciência avançada.
Se Deus é a verdade não há porque temer as descobertas científicas que se propõem a provar a verdade. Entretanto, é nesse ponto que se encontra o problema. Vários pesquisadores já denunciaram a existência de pesquisas falseadas, estudos científicos realizados sob encomenda de indivíduos que desejam provar seu próprio ponto de vista. Seja por interesse comercial ou simples mediocridade o fato é que isso tem acontecido a muito tempo no meio acadêmico. Outra questão ainda são os equívocos científicos. Basta um pouco de pesquisa para descobrir diversas teorias que foram refutadas pelos próprios cientistas. Isso é visto constantemente pela sociedade no campo dos alimentos. Ora uma comida prejudica e logo depois descobrem que faz bem, previne isso ou aquilo.
Ainda que você tenha entendido e aceitado alguns desses argumentos, deve agora estar se retorcendo com a questão que se levanta. Então, quem é o deus verdadeiro tendo em vista que muitos acreditam em um criador? Não discutirei sobre a veracidade de Jesus ou a supremacia da bíblia diante das outras religiões e as centenas de deuses adorados pois para isto precisaria de um artigo dedicado a este tema. Meu propósito aqui é apenas lhe clarear as ideias a respeito da criação e do daquele que fez tudo isso. Portanto não seja apenas um mero espectador da mídia manipulada ou de grupos ateus, reflita.

O fator tempo

Existem alguns que na tentativa de unir ciência e religião dizem que cada dia da criação representa milhares ou até bilhões de anos. Sei que a bíblia várias vezes usa textos figurativos e quando algo deve ser ocultado até o período de sua revelação se utilizavam medidas de tempo indeterminadas. Como é o caso do livro de Daniel que fala de tempos e metade de tempo, deixando assim uma lacuna na afirmativa.
No entanto quando o autor usa a palavra “dia” para definir o tempo gasto por Deus na criação, não há motivo para interpretar de outra forma. Só é possível crer que um Deus tão sábio também seria tão poderoso para realizar esse feito pela palavra por meio da fé.
Ciência não é fé, mas elas sempre andarão próximas. Uma ultrapassando a capacidade matemática da outra. No entanto precisamos da ciência para compreendermos o qual longe algo pode ir através da fé. De que outra forma poderia se medir precisamente o qual impossibilitado estamos no infinito universo? A ciência nos ajuda nessa tarefa também.
Nos tempos modernos o que temos visto é um esforço descomunal de alguns cientistas em provar que Deus não existe, e até agora sem sucesso. Passamos longos anos na antiguidade crendo em Deus por meio da fé, e quando os estudos científicos se multiplicaram, buscou-se refutar a fé e também Deus como um sinal de liberdade intelectual. Desde então, os centros acadêmicos se seguem nesse pensamento.
Será que se a ciência tomasse o caminho inicial da fé, seguindo o rumo que ela já tem apontado a milênios não teríamos conseguido provar muito mais? Certamente sim! Quantas pessoas tem experiências que vão além da compreensão humana, curas milagrosas, profecias que se cumpriram e diversos fatos que poderiam ser mais bem estudados. Não estaria Deus tentando se revelar ao homem desde muito tempo e a mentira plantada por uma dúzia de cientistas encobrindo isso para sociedade?

Se eu lhe pedisse que fizesse um desenho, o mais rápido possível mas também muito belo. Você logo me mostraria seus rabiscos, e dependendo de sua capacidade criativa e artística poderia me entregar uma obra prima ou algo insignificante. Agora, imagine que pediu isto a Deus. O resultado desse pedido foi o universo e o tempo: seis dias e no sétimo descansou.

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